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Modas de Homem e de Mulheres

12 de fevereiro de 2010

Comecei a ler Modos de Homem & Modas de Mulher recentemente, ainda estou na página 39. Particularmente, não gosto da escrita do Freyre e discordo de muitas das ideias dele, tendem a ser restritivas, ainda que a proposta seja de uma análise geral (Casa Grande & Senzala chegou a me dar a sensação de ser uma estrangeira no meu próprio país!). No entanto, alguns trechos são muito interessantes.

No capítulo “Nova Concepção de Feminilidade”, o autor desvincula a moda da vontade arbitrária do criador e a caracteriza como elemento de expressão de mudanças sociais/comportamentais/etc. Desde que me interesso pelo tema, defendo a moda como uma das mais importantes formas artísticas da humanidade. A moda é a forma estética que os simbolistas sempre desejaram alcançar, a qual o indíviduo é capaz de sentir e apropriar-se dela como parte de seu próprio corpo, seu próprio ser. Cada peça é capaz de tornar um diferente lírico o seu Eu. Moda, meus queridos, é arte. Tendência e estilo não têm nada a ver com isso.

Fiquei deveras triste ao saber do suicídio de McQueen. Alexander McQueen não apenas foi um grande estilista, mas um dos maiores artistas da contemporaneidade. E não digo que ele era criativo por usar alegorias inusitadas em suas criações. Ele foi um gênio por agregar esses elementos figurativos ao conhecimento do corpo feminino. Soube ousar na caracterização sem negligenciar a feminilidade, dadas as silhuetas impecáveis de seus modelos. Cada uma de suas roupas era como um quadro meticulasamente pensado e executado, em confluência com quem as vestia, não um emaranhado de panos cobrindo um cabide humano.

Creio que grande parte das pessoas discorde de minha visão e diga que a indústria da moda é cruel, corrupta, tem pacto com o demo e por aí em diante. Sinceramente, não vejo o que o vestido e o trecho de desfile abaixo têm a perder pra um belo soneto ou quadro num museu. São igualmente válidos, igualmente belos.

Goddess Save McQueen.


Unfair Life of a Fair Lady

12 de fevereiro de 2010

A vida não é mesmo justa
No entanto tudo se ajusta:
Toma-se coca gelada,
Canta-se e dá risada…
Recita poemas de amor!
E ainda que seja efêmero,
Trata de considerar primeiro
O afeto, não o dissabor.

Em resposta ao poema publicado pelo André.


Projeto JOUR

11 de fevereiro de 2010

De repente, minha mente se fechou. Quando me dei conta da realidade do fim da vida escolar e da incerteza do ingresso na Universidade, minha veia literária foi bloqueada. Não conseguia mais ler, escrever, nada. Com muito esforço, foi-me possível elaborar um ou outro fragmento de texto com preocupação meramente estética e formal, nenhum bom conteúdo.

Aos poucos, estou voltando a produzir. Escrevi uma peça, à qual só falta a devida revisão e, logo no início das férias, depois do resultado excelente da primeira fase da Fuvest, consegui bolar esse projeto.

A intenção do Projeto JOUR - como foi batizado originalmente – era “contar um dia em fragmentos poéticos”. Em férias, sem muito o que fazer, notei que seria impossível me ater a qualquer unidade de medida de tempo. Estendi a ideia original a uma descrição de cenas interessantes do meu dia-a-dia, com uma boa dose de humor – forma de aliviar meus versos descompromissados – e em menção aos trabalhos de Chico Buarque, e depois Vinícius de Moraes, batizei meu rebento de Cotidiano No. 3. Faça o download clicando na imagem:

Clique para baixar!

Leia, repasse por email… só não esqueça de fazer SEMPRE referência à autora (yo!). Espero que goste!


That’s That!

10 de fevereiro de 2010

Dee-oh-double gee e R Kelly saem de minhas toscas caixinhas de som do computador. Apesar do resto da música não ter nada a ver, sinto como se fosse pra mim toda vez que eles repetem “thaaatz that!”. Sei lá, as coisas simplesmente parecem bem, apesar dos eventuais pesares, e é isso aí.

Segunda-feira fui à USP fazer minha matrícula; voltei morta do trote! De cansada e de feliz! Um dia inteiro de fila, tinta (ui, que nojinho! Mas sem tinta não tem graça!), fazendo a pedinte no Butantã (alguém me viu?) e o merecido bar com os veteranos. Só não to mais ansiosa pra que as aulas comecem porque motivos de força maior exigem que o tempo após quinta-feira passe o mais devagar possível!

Ontem arrumei minhas gavetas de papel. Como sempre, assim-assim, né? Já foi grande coisa me desapegar das provas de colégio. Só guardei as de Literatura (pra comparar no futuro com meus ensaios e críticas, claro!), redações e enfiei os recadinhos na caixa sobre a estante. Achei uma coisinha que escrevi enquanto esperava a abertura dos portões pro segundo dia da segunda fase da Fuvest:

Diversos tamanhos e formas de gentes
Assentadas em cimento quente
Esperando a prova começar

Mamães munidas de suas Pliage
A prole, de apostilas sei-lá-do-quê
E insetos, sem ninguém perceber, a copular

Tosquinho, eu sei. Agora vou parar de comer balas de goma em formato de ursinho antes que ganhe 20 quilos, ouvir músicas antigas da Britney Spears e fazer as unhas. Amanhã ou depois tem novidade (depende do meu humor e do meu tempo). Beijos.


Aufklärung

04 de fevereiro de 2010

Estava absurdamente quente. Havia muito o que fazer pra preparar o brunch no dia seguinte. De repente, fogos de artifício estouram à minha vista, da janela da cozinha. Olho o relógio: é passada a meia-noite. Mais uma volta ao redor do Sol.

Sei que ao menos uma das minhas resoluções para o ano passado foi cumprida. Ganhei o que mais queria de presente de mim mesma.

Itajaí está quente tal um inferno dantesco, “Maria vai com as outras” toca repetidamente em minha cabeça, carnaval está aí, logo 2010 começa de verdade.

Copyright © 2009 por Carolina Peters
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