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Frações

28 de novembro de 2009

1/2 de sábado, um quarto bagunçado. Meus e-tickets no chão, pedaços da embalagem do Toddynho dispostos aleatoriamente sobre a escrivaninha, sapatos desordenados, vestidos de festa sobre a cadeira, roupas passadas esperando ser guardadas em suas respectivas gavetas, lip balms nqa cabeceira, competindo com as pilhas de livros, ansiosos por serem abertos. Friedrich me encara do poster na parede, com seu rosto mutilado pelas unhas de Marrie. Ela dorme, e observo sua respiração serena; a agitação das orelhinhas ao menor ruído. Há também um pincel sob a cadeira, que não sei o que faz ali. Existem mais coisas fora do lugar, ou no mínimo, organizadas de forma inusitada. Outras coisas, não imagino o que fazer: velhas provas, cadernos de escola, apostilas… coisas que o fim do ano letivo tratou de inutilizar. Particularmente, não sei se estou eu mesma no lugar correto. Se não me tornei inútil com o fim do ciclo escolar. Senão… 1/8 de ano até que tudo encontre seu lugar.


Once in a lifetime…

11 de junho de 2009

Mala

Em algumas horas deixarei a civilização para me isolar do mundo. Não que seja da conta de alguém, mas precisava deixar registrado e mostrar ao mundo minha grande façanha: A primeira mala pequena (e completa, ao que parece) da minha vida!

1) É a minha mala em si; 2) São os sapatos que, óbvio, não couberam lá dentro (utópico demais pensar que caberiam e absurdo demais abandoná-los…); 3) é minha necessaire. Além do que está aí, só mais meu travesseiro e as roupas que vestirei para viajar.

Estou tão orgulhosa de mim mesma! Faltou fazer a lista de coisas que estou levando… estou com muito sono pra isso. Nem é preciso, eu que sou neurótica mesmo (e ainda bem!).

P.S.: Nada para fazer no feriado? Assista Como Roubar Um Milhão de Dólares e ouça o último CD da Lily Allen, It’s Not Me, It’s You.
Chinese e I Could Say são minhas músicas favoritas no momento.


Bolhas

01 de maio de 2009

Duas, uma em cada dedinho do pé. Muitíssimo merecidas e até louváveis em sua quase-simpatia.


Pés

02 de abril de 2009

Inchados e quentes, vestindo chinelos azuis; marcas da sapatilha que os apertou o dia inteiro em nome de uma causa maior (sapatos nunca precisam de um bom motivo!); veias lilás, fazendo relevo sob a pele muito clara; dedos obedecendo a ordem decrescente de tamanho, do dedão para o mindinho; unhas cintilantes em estado lamentável; uma pinta na sola direita, na linha do dedão. É, só.


Sapatos

08 de março de 2009

Não importa se é uma shopaholic ou uma comunista, todas as mulheres amam e não conseguem imaginar a vida sem seus seus stilettos ou chinelinhos artesanais. A obsessão por sapatos está tão presente na mente feminina que mesmo aquelas meninas que não dão a mínima pras roupas que usam não admitem casar com um sapato qualquer que não um par de All-star.

Como hoje é o Dia Internacional da Mulher, achei que seria um belo pretexto para fazer uma lista dos meus sapatos favoritos (e mais essenciais, do contrário acabaria listando todos!):

shoes

1) Mocassins de couro azuis: Mocassim é o sapato da minha infância! Sem contar que são extremamente confortáveis, não esquentam como os tênis e são flexíveis. Pelo estado dos meus dá pra imaginar o quanto são usados.

2) Vintage Mary Jane: Já fui com esses sapatos no Pacaembu e não chegou a ser uma péssima experiência, apesar da ideia de usar salto num estádio de futebol (ainda que fosse para um evento e não um jogo) ter sido muitíssimo imbecil. Eles firmam bem os pés e os saltos são grossos e não muito altos, o que gera um certo conforto apesar de ser impossível compará-los com os mocassins.

3) Tênis de corrida: Não gosto de todo e acho meio feio, mas preciso considerar que sem eles minhas caminhadas não renderiam tanto e meus joelhos estariam ferrados. Em geral alterno entre esse par e um outro (que é da mesma cor), dependendo de qual favorece mais a minha roupa de ginástica.

4) Sapatilha de oncinha: Na verdade eu prefiro a minha sapatilha preta, mas combinou melhor com a foto. Só comprei porque estava numa promoção, achava oncinha a coisa mais brega do mundo. É gostosa de usar – menos no verão, esquenta muito – e acabei me acostumando com a estampa. Afinal, não é a jaguatirica (prestigiando um pouquinho a fauna nacional) que é brega, mas o exagero de quem usa.

5) Havaianas: Fora as de salto, é a única sandália que eu tenho (não gosto de rasteirinhas porque elas sempre machucam os meus pés e se é para ser machucada prefiro que seja por algo menos tosco, como um salto agulha). Constantemente compro novas porque a minha gata destrói todos os meus chinelos (ela é viciada em borracha).

6) Converse de couro branco: Já foram brancos um dia, mas é impossível mantê-los limpos nas ruas dessa cidade. Também é preciso contar com o fator preguiça, então eles ficam encardidos até alguém se oferecer para lavar. São muito mais resistentes que os tênis de pano comuns e não ensopam nos dias de chuva (a não ser, claro, que você enfie o pé numa poça d’água).

Mas o par que eu guardo com mais zelo é o primeiro que comprei em Sampa, meus escarpins noir de salto 5 (não dá pra ver na foto) que parecem saídos do closet da Blair, de Gossip Girl. Simplesmente perfeitos, não?

escarpin-noir

Copyright © 2009 por Carolina Peters
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