02 de março de 2010
Ex. 1)
A Maria se admira
Se admira admirando-se
Da Maria que não é
Ela, e que até um
Menino na favela
Sintaticamente sabe
Quem é.
Ex. 2)
O João, diz o exemplo,
Não acertou 4 questões
(Na prova). Ambiguidade,
Diz a professora,
Mas de mais de 3 acertos
Conhecendo o perfil desses joões,
Excluo qualquer possibilidade
Outra sugerida pela doutora.
Ex. 3)
Pegou chuva, Carolina
A pé – “yi”:
Na calça da menina
Há barro na barra, eu vi.
(FFLCH, manhã de 1o. de março de 2010)
Sem exageros, é fazer poemas a(l/u)tamente amadores ou relembrar cenas de My Fair Lady. Há tempo suficiente para ambos.
Tags: Eu, Linguística, poemas, USP
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12 de fevereiro de 2010
A vida não é mesmo justa
No entanto tudo se ajusta:
Toma-se coca gelada,
Canta-se e dá risada…
Recita poemas de amor!
E ainda que seja efêmero,
Trata de considerar primeiro
O afeto, não o dissabor.
Em resposta ao poema publicado pelo André.
Tags: amor, opiniões sobre..., poemas
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11 de fevereiro de 2010
De repente, minha mente se fechou. Quando me dei conta da realidade do fim da vida escolar e da incerteza do ingresso na Universidade, minha veia literária foi bloqueada. Não conseguia mais ler, escrever, nada. Com muito esforço, foi-me possível elaborar um ou outro fragmento de texto com preocupação meramente estética e formal, nenhum bom conteúdo.
Aos poucos, estou voltando a produzir. Escrevi uma peça, à qual só falta a devida revisão e, logo no início das férias, depois do resultado excelente da primeira fase da Fuvest, consegui bolar esse projeto.
A intenção do Projeto JOUR - como foi batizado originalmente – era “contar um dia em fragmentos poéticos”. Em férias, sem muito o que fazer, notei que seria impossível me ater a qualquer unidade de medida de tempo. Estendi a ideia original a uma descrição de cenas interessantes do meu dia-a-dia, com uma boa dose de humor – forma de aliviar meus versos descompromissados – e em menção aos trabalhos de Chico Buarque, e depois Vinícius de Moraes, batizei meu rebento de Cotidiano No. 3. Faça o download clicando na imagem:

Leia, repasse por email… só não esqueça de fazer SEMPRE referência à autora (yo!). Espero que goste!
Tags: cotidiano, Eu, poemas, trechos de livros, USP
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10 de fevereiro de 2010
Dee-oh-double gee e R Kelly saem de minhas toscas caixinhas de som do computador. Apesar do resto da música não ter nada a ver, sinto como se fosse pra mim toda vez que eles repetem “thaaatz that!”. Sei lá, as coisas simplesmente parecem bem, apesar dos eventuais pesares, e é isso aí.
Segunda-feira fui à USP fazer minha matrícula; voltei morta do trote! De cansada e de feliz! Um dia inteiro de fila, tinta (ui, que nojinho! Mas sem tinta não tem graça!), fazendo a pedinte no Butantã (alguém me viu?) e o merecido bar com os veteranos. Só não to mais ansiosa pra que as aulas comecem porque motivos de força maior exigem que o tempo após quinta-feira passe o mais devagar possível!
Ontem arrumei minhas gavetas de papel. Como sempre, assim-assim, né? Já foi grande coisa me desapegar das provas de colégio. Só guardei as de Literatura (pra comparar no futuro com meus ensaios e críticas, claro!), redações e enfiei os recadinhos na caixa sobre a estante. Achei uma coisinha que escrevi enquanto esperava a abertura dos portões pro segundo dia da segunda fase da Fuvest:
Diversos tamanhos e formas de gentes
Assentadas em cimento quente
Esperando a prova começar
Mamães munidas de suas Pliage
A prole, de apostilas sei-lá-do-quê
E insetos, sem ninguém perceber, a copular
Tosquinho, eu sei. Agora vou parar de comer balas de goma em formato de ursinho antes que ganhe 20 quilos, ouvir músicas antigas da Britney Spears e fazer as unhas. Amanhã ou depois tem novidade (depende do meu humor e do meu tempo). Beijos.
Tags: Eu, poemas, USP
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29 de janeiro de 2010
Peça um favor
Que me leve a eternidade
Mas – OH! – não espere
Não espere, de verdade
Qu’é melhor surpresa
A uma casualidade.
(O poema acima foi meio escrito em novembro de 2009 e meio em janeiro de 2010. Alterna redondilhas menores a maiores, mas isso não foi exatamente proposital. Foi feita uma terceira estrofe, com oito versos, que não ficou tão boa e por isso foi excluída do texto final.)
Tags: experimental, poemas
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