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Aquecimento

15 de junho de 2010

Brasil, o país do depois-do-carnaval. O país do entre-copas…

Hoje carros andavam mais lépidos, a educação mais curta, o proletariado mais nervoso nos pontos de ônibus…
Um verde-amarelismo detestável por toda a parte.

Cacofonia, cólica, café… Não, não tem café!

E a certeza de que não foi isso que Carlos quis dizer com gauche.

Pessoas vão se conhecer hoje, em um aeroporto qualquer do Brasil, fazendo voos promocionais.

Talvez caiam.

Talvez se amem.

Talvez odeiem quando estranhos puxam conversas aleatórias.

Notei só na volta pra casa: Suéter azul e mochila vermelha

- Meu id não brinca em serviço.


Confissão de Militante

31 de maio de 2010

Ah, se mamãe sabe
Do Movimento Estudantil
Ah, se ela me visse
Ao entornar mais um barril!
Ah, se ela soubesse
Quando eu assalto a geladeira
Ah, fosse verdade
Eu escrever que nem Bandeira.

São Paulo, chegando em casa na manhã de 28 de maio de 2010.


Aula de Linguística

02 de março de 2010

Ex. 1)

A Maria se admira
Se admira admirando-se
Da Maria que não é
Ela, e que até um
Menino na favela
Sintaticamente sabe
Quem é.

Ex. 2)

O João, diz o exemplo,
Não acertou 4 questões
(Na prova). Ambiguidade,
Diz a professora,
Mas de mais de 3 acertos
Conhecendo o perfil desses joões,
Excluo qualquer possibilidade
Outra sugerida pela doutora.

Ex. 3)

Pegou chuva, Carolina
A pé – “yi”:
Na calça da menina
Há barro na barra, eu vi.

(FFLCH, manhã de 1o. de março de 2010)

Sem exageros, é fazer poemas a(l/u)tamente amadores ou relembrar cenas de My Fair Lady. Há tempo suficiente para ambos.


Unfair Life of a Fair Lady

12 de fevereiro de 2010

A vida não é mesmo justa
No entanto tudo se ajusta:
Toma-se coca gelada,
Canta-se e dá risada…
Recita poemas de amor!
E ainda que seja efêmero,
Trata de considerar primeiro
O afeto, não o dissabor.

Em resposta ao poema publicado pelo André.


Projeto JOUR

11 de fevereiro de 2010

De repente, minha mente se fechou. Quando me dei conta da realidade do fim da vida escolar e da incerteza do ingresso na Universidade, minha veia literária foi bloqueada. Não conseguia mais ler, escrever, nada. Com muito esforço, foi-me possível elaborar um ou outro fragmento de texto com preocupação meramente estética e formal, nenhum bom conteúdo.

Aos poucos, estou voltando a produzir. Escrevi uma peça, à qual só falta a devida revisão e, logo no início das férias, depois do resultado excelente da primeira fase da Fuvest, consegui bolar esse projeto.

A intenção do Projeto JOUR - como foi batizado originalmente – era “contar um dia em fragmentos poéticos”. Em férias, sem muito o que fazer, notei que seria impossível me ater a qualquer unidade de medida de tempo. Estendi a ideia original a uma descrição de cenas interessantes do meu dia-a-dia, com uma boa dose de humor – forma de aliviar meus versos descompromissados – e em menção aos trabalhos de Chico Buarque, e depois Vinícius de Moraes, batizei meu rebento de Cotidiano No. 3. Faça o download clicando na imagem:

Clique para baixar!

Leia, repasse por email… só não esqueça de fazer SEMPRE referência à autora (yo!). Espero que goste!

Copyright © 2009 por Carolina Peters
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