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Isabela

27 de junho de 2010

Isso foi em 2007 – 2008, talvez… Uns capítulos um pouco desconexos de uma historinha besta estavam esquecidos na gaveta da minha escrivaninha. Nessa época eu tinha uma escrivaninha com gavetas – duas gavetas! – que abriam com muito custo e muito jeitinho.

Não lembro onde estava, sei que voltava correndo pra casa. Sempre me atrapalhava com as chaves pra abrir a porta de vidro da entrada do prédio. A porta sempre dava problemas… Um ou outro, entrar em casa era sempre complicado.

Prostrada no alto dos degraus de granitos, ao lado do interfone: baixa, traços de quem foi fofinha, cabelo preto e liso, franja, olhos azuis, roupas sóbrias, vinte-e-tantos… Coincidência?

Precisei continuar a escrever sobre aquela moça, não tinha jeito.


Persona

08 de junho de 2009

Coisa louca que, se há algumas semanas não conseguia pensar dentro da minha própria cabeça, no momento estou com problemas de pensar pela dos outros!

Interrompi o livro que estava lendo pouquíssimo antes do fim, sem planos para retomar. Não consigo me concentrar em nada maior que um artigo de revista… A leitura simplesmente não flui! Novos enredos simplesmente pop-up na minha mente e não deixam espaço pra mais nada!

Vou me isolar do mundo no feriado e trabalhar no meu novo projeto, que parece ter bastante potencial. Devido às proporções que está tomando, demorarei para “soltá-lo” (se é que vou fazê-lo tão cedo). Também me sinto em dívida com o conto do ateu (não que não tenha pensado bastante na continuação, só não tive vontade ainda de passar pro papel). Encaixei na minha lista de afazeres… Ai, como eu quero férias!

encubadora

No mais, minha “gaveta-encubadora”, onde jogo todos os fragmentos de texto, redações relativamente boas, esboços, citações de livros, rascunhos e mais infinitas coisinhas que escrevo, aleatória ou propositalmente, não para de encher! Até tirei uma foto. Saiu medonhamente escura, mas tudo bem.

Ai que eu não me aguento com essa mudança constante de personalidade. Cada novo conto, cada novo parágrafo solto, cada linhazinha… E acabo pegando algumas da manias dos meus personagens, quando não topo com alguém na rua que é assustadoramente igual a uma criação minha! Um dia ainda conto essa história… Foi muito bizarro! Ainda vou ficar maluca (isso que já não sou lá muito normal…).

Preciso deixar essa maluquice de escrever um pouquinho de lado, antes que não consiga mais identificar o que de mim é real e o que é experimento. Sensação terrível de possibilidade de estar usando as pessoas como cobaias, sei lá… Envolver-me demais com o que estou escrevendo/planejando… Acho que esse é o meu pior defeito; que não deixa de ser uma qualidade (certamente perversa…). Tô tão boba ultimamente… Rindo à toa, quer coisa mais boba, mais desesperada? E reticente…

Ai, de novo (o “ai” e o complemento:), que eu quero férias; bem rápido e bem longas! Se todas as semanas até julho passarem rápido como a semana passada, serei a pessoa mais feliz do mundo!

Copyright © 2009 por Carolina Peters
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