É nesses dias cinzentos em que a chuva frustra nossos planos que a alienação monetária pueril nos faz felizes. Nada como voltar para casa e deixar-se preguiçosamente a pensar, cultivar o ócio enquanto se delicia uma semana de almoço no bandeijão em forma de 100g de chocolate, que os malditos trópicos trataram de amolecer. Paciência. É comer e tratar da sesta.
Dia de quinta
25 de fevereiro de 2010
SC #2
25 de janeiro de 2010
Estão construindo residenciais de luxo absurdamente gigantescos na Brava (Itajaí). Saudades dos tempos em que naquelas areias só se encontravam pavorosos siris e nada pavorosos surfistas, talvez uma ou outra namorada e alguns poucos moradores da região tomando sol. E agora ainda querem ligar a Brava o o Morcego por uma estrada, parece… Credo!
Faz sol, chove, depende muito do dia. Eu que não tenho feito muito da vida.
Ps: Não vá a cidades “alemãs” em finais de semana. Evite morrer de tédio, fome ou ter que engolir uma comida típica qualquer.
Ps2: Não que a comida alemã seja ruim, mas não é todo mundo que curte repolho curtido.
Bom Tempo
11 de outubro de 2009
Bem-te-vis à janela; raios de sol discretos pelas frestas; dois-a-um ontem. Saio de casa nas roupas de ginástica – correr, suar, cansar – recito: “Por isso quando num dia de calor/ Me sinto triste de gozá-lo tanto./ E me deito ao comprido na erva,/ E fecho os olhos quentes,/ Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,/ Sei a verdade e sou feliz.”
Um banho quente, vontade de & fazer nada. Piaf, pizza, perspectivas. Tarefas e tarefas, que devem poder ficar pra depois… “L’étranger” me encarando de cima da escrivaninha. Amanhã. Só mais alguns minutos e eu faço o que já deveria ter feito. O ócio de domingo é sagrado.

