1/2 de sábado, um quarto bagunçado. Meus e-tickets no chão, pedaços da embalagem do Toddynho dispostos aleatoriamente sobre a escrivaninha, sapatos desordenados, vestidos de festa sobre a cadeira, roupas passadas esperando ser guardadas em suas respectivas gavetas, lip balms nqa cabeceira, competindo com as pilhas de livros, ansiosos por serem abertos. Friedrich me encara do poster na parede, com seu rosto mutilado pelas unhas de Marrie. Ela dorme, e observo sua respiração serena; a agitação das orelhinhas ao menor ruído. Há também um pincel sob a cadeira, que não sei o que faz ali. Existem mais coisas fora do lugar, ou no mínimo, organizadas de forma inusitada. Outras coisas, não imagino o que fazer: velhas provas, cadernos de escola, apostilas… coisas que o fim do ano letivo tratou de inutilizar. Particularmente, não sei se estou eu mesma no lugar correto. Se não me tornei inútil com o fim do ciclo escolar. Senão… 1/8 de ano até que tudo encontre seu lugar.
Deus PRECISA ser morto!
01 de abril de 2009
Nietzsche (e nem sei por que raios perco tempo escrevendo isso, pois já é mais que óbvio) estava redondamente certo: O maiores desvios morais acontecem nas sociedades teocráticas (e não se iluda pensando que me refiro aos países islâmicos – apenas -, pois se houvesse um estado verdadeiramente laico a eutanásia, o aborto e a pesquisa com células-tronco seriam legalizadas sem furdúncio). Apenas a crença em uma divindade torna os (princípios básicos de convivência?) relevantes, permitindo que atrocidades como esta aconteçam.
Não costumo ser anti-religiosa (aliás, ainda escreve assim?), desde que não venham com pregação pra cima de mim. Mas tolerância tem limite. Se eu governasse o mundo… Bem, melhor nem comentar.
Leitura de Férias: “Assim Falou Zaratustra”
31 de janeiro de 2009
“Eu vos anuncio o super-homem. O homem existe para ser superado. Que fizestes para o superar?
Até agora todos os seres criaram alguma coisa superior a si mesmos. E vós, quereis ser o refluxo desse grande fluxo e, em vez de superar o homem, preferis voltar ao animal?
Que é o macaco para o o homem? Uma zombaria ou uma dolorosa vergonha. E tal deve ser o homem para o super-homem: uma zombaria ou uma dolorosa vergonha.
Percorrestes o caminho que vai do verme ao homem, e em vós resta ainda muito do verme. Outrora fostes macacos e, mesmo agora, ainda mais macaco do que qualquer macaco é o homem.[...]
Que vossa vontade diga: seja o super-homem o sentido da terra!
Eu vos exorto, meus irmãos! Permanecei fiéis à terra e não acrediteis naqueles que vos falam de esperanças supraterrestres. [...]
O homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem. Uma corda sobre o abismo.
Perigosa para percorrê-la, é perigoso ir por esse caminho, perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar.
O que é grande no homem é ele ser uma ponte e não uma meta. O que se pode amar no homem é ele ser uma passagem e um declínio”[...]
Nietzsche, Friedrich Wilhelm; in ”Also Sprach Zarathustra”
Pas besoin de mot…

