Mais pro começo da semana, comecei a escrever esse mesmo post (outro título, mais byronista). Fato, não tinha muito o que dizer, apenas me queixava de começar a semana a base de buscopan e strogonoff – uma coisinha a mais ou a menos – mas em termos gerais, só isso mesmo. No fim das contas, a situação nem era tão deprimente quanto quis fazê-la. Veja: se tomava remédio, então não sentia a dor. E strogonoff é um prato delicioso!
Toda essa curtíssima narrativa dos meus últimos sete dias (mais precisamente, dos quatro primeiros) me remete a uma prática humana, a qual abomino: a vitimação. Não tem coisa que me irrita mais que ouvir a Beyoncé cantando “If I Were a Boy” (e olha que adoro a voz dela!). Engraçado é que, em pesquisas rápidas ao longo da vida, descobri que parte considerável dos espécimes Sapiens fêmeas gostariam de ter nascido machos. Entretanto, o motivo mais comum alegado é a vontade de não menstruar. Outro ponto interessante descoberto: Ao falarem de suas expectativas para a vida masculina, dividem-se em duas vertentes: as que seriam pegadores e as que seriam gays. Eis um belo ato falho, que nos leva à verdade: o problema é as próprias mulheres!
Claro, não vamos radicalizar. Esse resultado não implica em dizer que as mulheres são todas umas vadias heart-breakers. Simplesmente aponta para aspectos do feminino que podem ser muito bem explicados pela psicanálise: É a mulher quem dá ao homem a permissão para ser o ‘macho’. Acontece que ela (uma “ela” qualquer hipotética, que corresponde a muitas que eu conheço, embora não me atreva a dizer maioria) se isenta da responsabilidade em que implica delegar essa função. Passa então a não interferir nas decisões e se queixa a respeito, como se o homem fosse o único culpado na história. Vi essa semana uma tirinha muito boa aqui.
Esse é só um exemplo, dá pra aplicar a “Teoria dos Coitadinhos” àqueles alunos bagunceiros que se acham no direito de reclamar da “perseguição” sofrida por parte dos professore, ou aos filhinhos incompreendidos, ou… Enfim!
Voltando ao ponto inicial do texto, só estava bancando a vítima. Pra todos os efeitos, não tenho muito o que reclamar da minha vida e é melhor parar, que haja Renew pra tantas rugas de chateação! Verdade, é bom ser o centro dos cuidados dos outros. Mas tudo tem limite! E eu cheguei ao meu, pelo menos por enquanto. Vou me ocupar por hora com coisas mais agradáveis, aproveitar que as tenho, porque “amanhã não gosta de ver ninguém bem. Hoje que é o dia do presente, o dia é sábado!”


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