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	<title>PETERS, Carolina</title>
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		<title>Que dia é hoje?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 00:09:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juro pra vocês, trocar minha primeira lâmpada sozinha foi bastante emocionante. Deu uma sensação de auto-suficiência, uma coisa tão boa&#8230; De repente era Louise Michel comandando minha própria revolução, dentro de meu quarto instaurava-se uma Comuna. Aí eu desci cuidadosamente da cadeira do computador e voltei à realidade.
Uma coisa que não suporto em datas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Juro pra vocês, trocar minha primeira lâmpada sozinha foi bastante emocionante. Deu uma sensação de auto-suficiência, uma coisa tão boa&#8230; De repente era <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Louise_Michel">Louise Michel</a> comandando minha própria revolução, dentro de meu quarto instaurava-se uma Comuna. Aí eu desci cuidadosamente da cadeira do computador e voltei à realidade.</p>
<p>Uma coisa que não suporto em datas como Dia Internacional da Mulher, Dia da Consciência Negra, Dia das Mães, dia do diabo a quatro&#8230; são as milhões de mensagens toscas que invadem as caixas de email, com que nos bombardeiam nas sinaleiras e quadros de aviso do condomínio. Fico com as flores; os pensamentos ilustrados em <em>power point</em> e os poemas amadores, dispenso. Todos. Não leio um sequer. É ver .gif ou letrinhas coloridas que fujo num instante.</p>
<p>Tenho verdadeiro PAVOR de cliché! Ok, mentira. Tenho não. Eu gosto do cliché, gosto mesmo. Mas não assim na forma bruta e vulgar. Ele precisa ser trabalhado, limado &#8211; trabalho deveras parnasiano, no entanto, o resultado aconselhado é qualquer coisa menos isso!</p>
<p>Voltando ao que eu queria dizer quando comecei esse texto, foda-se que a mulher tem mais inteligência emocional ou sei-lá-que-raios! Foda-se o lirismo descomedido dos cartões comerciais. Foda-se também a repulsa à data. É só mais um dia, nem feriado é! Se quer um homem homenagear suas mulheres (não no sentido poligâmico, refiro-me a mãe, vós, amigas, tias, sobrinhas, namorada&#8230;), comprar rosas, dizer parabéns, ora! Deixe o menino. É uma gentileza, não um atestado de virilidade. Aqueles que precisam tão desesperadamente demonstrar sua pretensa superioridade sexual não gastam seu dinheiro com outra coisa que não academias, sons automotivos e todo a sorte de parafernalhas para exibir-se. Seu narcisismo não permitiria.</p>
<p>Nesse contexto, após livrar a alma daqueles que não fazem por mal perpetuar a existência desse dia tão inútil, retomo o nome citado no primeiro parágrafo: Admiro profundamente a mulher que foi <em>Clémence</em>, ela é um dos meus &#8220;exemplos a ser seguido&#8221;. No entanto, nossas lutas não são as mesmas.</p>
<p><strong>Não vejo hoje cabimento no feminismo.</strong> A briguinha maniqueísta entre os sexismos não passa disso: uma disputa por adeptos, em <strong>detrimento da luta por direitos civis necessários e urgentes</strong>.</p>
<p>Este e qualquer outro Dia X, assim como os 364 restantes no calendário não-bissextos, ao invés de servir de palco para discursos antigos ou listas quilométricas enumerando vantagens femininas (&#8220;prioridade em botes salva-vidas; orgasmos múltiplos; a mulher do presidente é primeira dama, enquanto o marido da presidente é inominado&#8230;&#8221; tenha dó!), deveria sediar debates sobre a circuncisão bárbara de meninas (praticada e perpetuada pelas próprias mulheres!) em certas culturas, majoritariamente na África e Ásia; sobre a legalização do aborto no Brasil&#8230; E não porque são mulheres; porque são o &#8220;sexo frágil&#8221;, devem ser protegidas. Porque são seres humanos!</p>
<p>O mesmo deve ser feito em relação à união civil de pessoas do mesmo sexo, à adoção de crianças por esses casais; rediscutir o sistema de cotas, reavaliar e investir na educação básica (onde, como, quanto? Já!), ampliar o acesso à universidade&#8230;</p>
<p>Nada me impede de ganhar flores qualquer outro dia. Por que impediria de pensar em políticas públicas também? Hã?</p>
<p>Pra terminar de forma mais agradável, deixo uma lembrancinha aos homens; uma tradução livre em prosa da primeira estrofe de <a href="http://plagiarist.com/poetry/141/">Cows in Art Class</a>, poema de Charles Bukowski, dos meus favoritos:</p>
<p><strong>Bom tempo é como uma boa mulher: nem sempre acontece. E quando acontece, nem sempre dura. Homens são mais estáveis: se ele for mal, há uma boa chance de que o continue sendo; se for bom, talvez permaneça assim. Mas as mulheres são mudadas pela idade, pelas dietas, diálogo, sexo, crianças, pela Lua, pela ausência ou presença do Sol ou bons momentos. Uma mulher deve ser curada, para sua sobrevivência, com amor, ao passo que um homem torna-se mais forte quando odiado.</strong></p>
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		<title>Aula de Linguística</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 20:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ex. 1)
A Maria se admira
Se admira admirando-se
Da Maria que não é
Ela, e que até um
Menino na favela
Sintaticamente sabe
Quem é.
Ex. 2)
O João, diz o exemplo,
Não acertou 4 questões
(Na prova). Ambiguidade,
Diz a professora,
Mas de mais de 3 acertos
Conhecendo o perfil desses joões,
Excluo qualquer possibilidade
Outra sugerida pela doutora.
Ex. 3)
Pegou chuva, Carolina
A pé &#8211; &#8220;yi&#8221;:
Na calça da menina
Há barro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>Ex. 1)</h3>
<p>A Maria se admira<br />
Se admira admirando-se<br />
Da Maria que não é<br />
Ela, e que até um<br />
Menino na favela<br />
Sintaticamente sabe<br />
Quem é.</p>
<h3>Ex. 2)</h3>
<p>O João, diz o exemplo,<br />
Não acertou 4 questões<br />
(Na prova). Ambiguidade,<br />
Diz a professora,<br />
Mas de mais de 3 acertos<br />
Conhecendo o perfil desses joões,<br />
Excluo qualquer possibilidade<br />
Outra sugerida pela doutora.</p>
<h3>Ex. 3)</h3>
<p>Pegou chuva, Carolina<br />
A pé &#8211; <em>&#8220;yi&#8221;</em>:<br />
Na calça da menina<br />
Há barro na barra, eu vi.</p>
<p><small><em>(FFLCH, manhã de 1o. de março de 2010)</em></small></p>
<p><strong>Sem exageros, é fazer poemas a(l/u)tamente amadores ou relembrar cenas de <em>My Fair Lady</em>. Há tempo suficiente para ambos.</strong></p>
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		<title>Dia de quinta</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 16:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É nesses dias cinzentos em que a chuva frustra nossos planos que a alienação monetária pueril nos faz felizes. Nada como voltar para casa e deixar-se preguiçosamente a pensar, cultivar o ócio enquanto se delicia uma semana de almoço no bandeijão em forma de 100g de chocolate, que os malditos trópicos trataram de amolecer. Paciência. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É nesses dias cinzentos em que a chuva frustra nossos planos que a alienação monetária pueril nos faz felizes. Nada como voltar para casa e deixar-se preguiçosamente a pensar, cultivar o ócio enquanto se delicia uma semana de almoço no bandeijão em forma de 100g de chocolate, que os <del datetime="2010-02-25T13:14:20+00:00">mal</del>ditos trópicos trataram de amolecer. Paciência. É comer e tratar da sesta.</p>
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		<title>Meet Cute</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 01:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma coisa que as pessoas precisam entender é que, nem sempre, um meet-cute é um Meet-Cute.Talvez eu não tenha me feito entender muito bem com essa colocação, portanto ilustrarei com um exemplo pessoal:
Era meu primeiro dia no novo escritório e, como de propósito do destino de frustrar meus planos de causar boa impressão, todo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que as pessoas precisam entender é que, nem sempre, um <em>meet-cute</em> é um Meet-Cute.Talvez eu não tenha me feito entender muito bem com essa colocação, portanto ilustrarei com um exemplo pessoal:</p>
<p>Era meu primeiro dia no novo escritório e, como de propósito do destino de frustrar meus planos de causar boa impressão, todo o possível e mais um pouco aconteceram para que eu estivesse em cima da hora estipulada por meu novo empregador. Suando, ajustando a gravata e as mangas da camisa, entro no elevador, cuja porta está quase se fechando. No primeiro andar, abre-se a porta. Entra uma moça. Não era uma daquelas secretárias, com luzes no cabelo e silhuetas espetaculares e quilômetros de pernas enaltecidas por sapatos de salto. Era qualquer coisa muito mais singela. Uma moça pequena em todas as dimensões, olhinhos castanhos e tímidos, sardinhas discretas, um ar angelical em contraste com o traje executivo. Uma forma infantil de balançar levemente a pasta de couro em que guardava os documentos&#8230; Lá pelo terceiro andar, já conseguira computar cada milimetro de seu ser em meu cérebro, o elevador dá um solavanco. Ela arregala seus olhos, de medo. Eu a encaro com ternura, pergunto se está tudo bem. Ela acalma-se comigo, chegamos ao quinto andar sem mais problemas, ela me deseja um bom dia&#8230;</p>
<p>Poder-se-ia dizer que foi coisa do destino, que criou essa situação afim de juntar duas almas que pertencem uma à outra em nome da eternidade. Pensar-se-ia que depois do incidente, flashes com lembranças dela não sairiam mais de minha mente. Ora, não são tão constantes assim! Um homem há que entender que nada há de mais comum que um amor passante, que não passa de um encontro casual em que um frisson espontâneo pode ocorrer entre os dois, sem significar o início de uma grande e devastadora paixão.</p>
<p>Não cruzei mais com ela, por corredor algum. E devo dizer que, nesses poucos dias após o qual nos encontramos, tenha feito já a varredura de toda a companhia, sem encontrar mais que aquela pasta de couro e um copo perto desta, marcado por baton rosa, do qual tomei posse. Então é isso o que defendo, e alerto aos jovens iniciantes: nem toda mulher em que esbarrar marcará sua vida. Uma grande bobagem pensar assim.</p>
<p><small><strong>(Um continho pra lembrar os velhos tempos. Happy Valentine&#8217;s Day!)</strong></small></p>
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		<title>Carnaval, desengano.</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 19:50:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deixei a dor em casa me esperando e vim me isolar do mundo, em casa de vovô.
Honestamente, não vejo nada mais que um feriado comum quando penso em carnaval. Queria saber o que tinha essa festa a ponto de provocar tamanha melancolia com a chegada da quarta-feira de cinzas.
Ano que vem eu, quem sabe, me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deixei a dor em casa me esperando e vim me isolar do mundo, em casa de vovô.</p>
<p>Honestamente, não vejo nada mais que um feriado comum quando penso em carnaval. Queria saber o que tinha essa festa a ponto de provocar tamanha melancolia com a chegada da quarta-feira de cinzas.</p>
<p>Ano que vem eu, quem sabe, me planeje pra fazer algo especial pra esse feriado&#8230; Talvez role algum post em homenagem ao Valentine&#8217;s Day amanhã. Não garanto. No mais, quem ainda não viu, <strong>aproveite o feriado pra ler o <a href="http://carolinapeters.com/projeto-jour">Cotidiano No. 3</a>!!!</strong> Inté!</p>
<p><small><strong>PS: &#8220;Esse moreno me deixou sonhando&#8230;&#8221;</strong></small></p>
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		<title>Modas de Homem e de Mulheres</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 23:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comecei a ler Modos de Homem &#038; Modas de Mulher recentemente, ainda estou na página 39. Particularmente, não gosto da escrita do Freyre e discordo de muitas das ideias dele, tendem a ser restritivas, ainda que a proposta seja de uma análise geral (Casa Grande &#038; Senzala chegou a me dar a sensação de ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a ler <strong>Modos de Homem &#038; Modas de Mulher</strong> recentemente, ainda estou na página 39. Particularmente, não gosto da escrita do Freyre e discordo de muitas das ideias dele, tendem a ser restritivas, ainda que a proposta seja de uma análise geral (Casa Grande &#038; Senzala chegou a me dar a sensação de ser uma estrangeira no meu próprio país!). No entanto, alguns trechos são muito interessantes.</p>
<p>No capítulo <em>&#8220;Nova Concepção de Feminilidade&#8221;</em>, o autor desvincula a moda da vontade arbitrária do criador e a caracteriza como elemento de expressão de mudanças sociais/comportamentais/etc. Desde que me interesso pelo tema, defendo a moda como uma das mais importantes formas artísticas da humanidade. A moda é a forma estética que os simbolistas sempre desejaram alcançar, a qual o indíviduo é capaz de sentir e apropriar-se dela como parte de seu próprio corpo, seu próprio ser. Cada peça é capaz de tornar um diferente lírico o seu Eu. Moda, meus queridos, é arte. Tendência e estilo não têm nada a ver com isso.</p>
<p>Fiquei deveras triste ao saber do suicídio de McQueen. Alexander McQueen não apenas foi um grande estilista, mas um dos maiores artistas da contemporaneidade. E não digo que ele era criativo por usar alegorias inusitadas em suas criações. Ele foi um gênio por agregar esses elementos figurativos ao conhecimento do corpo feminino. Soube ousar na caracterização sem negligenciar a feminilidade, dadas as silhuetas impecáveis de seus modelos. Cada uma de suas roupas era como um quadro meticulasamente pensado e executado, em confluência com quem as vestia, não um emaranhado de panos cobrindo um cabide humano.</p>
<p>Creio que grande parte das pessoas discorde de minha visão e diga que a indústria da moda é cruel, corrupta, tem pacto com o demo e por aí em diante. Sinceramente, não vejo o que o vestido e o trecho de desfile abaixo têm a perder pra um belo soneto ou quadro num museu. São igualmente válidos, igualmente belos.</p>
<p><a href="http://carolinapeters.com/wp-content/uploads/2010/02/McQueen-resort2010.jpg"><img src="http://carolinapeters.com/wp-content/uploads/2010/02/McQueen-resort2010.jpg" alt="" title="McQueen-resort2010" width="320" height="480" class="aligncenter size-full wp-image-843" /></a></p>
<p><object id="flashObj" width="404" height="436" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,47,0"><param name="movie" value="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/8558003001?isVid=1&#038;publisherID=1568114478" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="flashVars" value="videoId=66153924001&#038;linkBaseURL=http%3A%2F%2Fwww.style.com%2Fvideo%2Ffashion-moments%2Ffashion-moments%2F1896809784%2Fspellbound%2F66153924001&#038;playerID=8558003001&#038;domain=embed&#038;" /><param name="base" value="http://admin.brightcove.com" /><param name="seamlesstabbing" value="false" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="swLiveConnect" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><embed src="http://c.brightcove.com/services/viewer/federated_f9/8558003001?isVid=1&#038;publisherID=1568114478" bgcolor="#FFFFFF" flashVars="videoId=66153924001&#038;linkBaseURL=http%3A%2F%2Fwww.style.com%2Fvideo%2Ffashion-moments%2Ffashion-moments%2F1896809784%2Fspellbound%2F66153924001&#038;playerID=8558003001&#038;domain=embed&#038;" base="http://admin.brightcove.com" name="flashObj" width="404" height="436" seamlesstabbing="false" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" swLiveConnect="true" allowScriptAccess="always" pluginspage="http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash"></embed></object></p>
<p><strong>Goddess Save McQueen.</strong></p>
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		<title>Unfair Life of a Fair Lady</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 03:56:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A vida não é mesmo justa
No entanto tudo se ajusta:
Toma-se coca gelada,
Canta-se e dá risada&#8230;
Recita poemas de amor!
E ainda que seja efêmero,
Trata de considerar primeiro
O afeto, não o dissabor.
Em resposta ao poema publicado pelo André.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida não é mesmo justa<br />
No entanto tudo se ajusta:<br />
Toma-se coca gelada,<br />
Canta-se e dá risada&#8230;<br />
Recita poemas de amor!<br />
E ainda que seja efêmero,<br />
Trata de considerar primeiro<br />
O afeto, não o dissabor.</p>
<p><em>Em resposta ao <a href="http://euaraujo.wordpress.com/2010/02/11/viver/">poema</a> publicado pelo André</em>.</p>
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		<title>Projeto JOUR</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 01:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>
		<category><![CDATA[trechos de livros]]></category>
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		<description><![CDATA[De repente, minha mente se fechou. Quando me dei conta da realidade do fim da vida escolar e da incerteza do ingresso na Universidade, minha veia literária foi bloqueada. Não conseguia mais ler, escrever, nada. Com muito esforço, foi-me possível elaborar um ou outro fragmento de texto com preocupação meramente estética e formal, nenhum bom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De repente, minha mente se fechou. Quando me dei conta da realidade do fim da vida escolar e da incerteza do ingresso na Universidade, minha veia literária foi bloqueada. Não conseguia mais ler, escrever, nada. Com muito esforço, foi-me possível elaborar um ou outro fragmento de texto com preocupação meramente estética e formal, nenhum bom conteúdo.</p>
<p>Aos poucos, estou voltando a produzir. Escrevi uma peça, à qual só falta a devida revisão e, logo no início das férias, depois do resultado excelente da primeira fase da Fuvest, consegui bolar esse projeto.</p>
<p>A intenção do<strong> Projeto JOUR </strong>- como foi batizado originalmente &#8211; era <em>&#8220;contar um dia em fragmentos poéticos&#8221;</em>. Em férias, sem muito o que fazer, notei que seria impossível me ater a qualquer unidade de medida de tempo. Estendi a ideia original a uma descrição de cenas interessantes do meu dia-a-dia, com uma boa dose de humor &#8211; forma de aliviar meus versos descompromissados &#8211; e em menção aos trabalhos de Chico Buarque, e depois Vinícius de Moraes, batizei meu rebento de Cotidiano No. 3. <a color="pink"><big><strong>Faça o download clicando na imagem:</strong></big></a></p>
<p><a href="http://carolinapeters.com/wp-content/uploads/2010/02/cotidiano3.pdf"><img src="http://carolinapeters.com/wp-content/uploads/2010/02/capa-300x209.jpg" alt="Clique para baixar!" title="cotidiano3" width="300" height="209" class="aligncenter size-medium wp-image-833" /></a></p>
<p><strong>Leia, repasse por email&#8230; só não esqueça de fazer SEMPRE referência à autora (yo!). Espero que goste!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>That&#8217;s That!</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 20:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dee-oh-double gee e R Kelly saem de minhas toscas caixinhas de som do computador. Apesar do resto da música não ter nada a ver, sinto como se fosse pra mim toda vez que eles repetem &#8220;thaaatz that!&#8221;. Sei lá, as coisas simplesmente parecem bem, apesar dos eventuais pesares, e é isso aí.
Segunda-feira fui à USP [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dee-oh-double gee e R Kelly saem de minhas toscas caixinhas de som do computador. Apesar do resto da música não ter nada a ver, sinto como se fosse pra mim toda vez que eles repetem <em>&#8220;thaaatz that!&#8221;</em>. Sei lá, as coisas simplesmente parecem bem, apesar dos eventuais pesares, e é isso aí.</p>
<p>Segunda-feira fui à USP fazer minha matrícula; voltei morta do trote! De cansada e de feliz! Um dia inteiro de fila, tinta (ui, que nojinho! Mas sem tinta não tem graça!), fazendo a pedinte no Butantã (alguém me viu?) e o merecido bar com os veteranos. Só não to mais ansiosa pra que as aulas comecem porque motivos de força maior exigem que o tempo após quinta-feira passe o mais devagar possível!</p>
<p>Ontem arrumei minhas gavetas de papel. Como sempre, assim-assim, né? Já foi grande coisa me desapegar das provas de colégio. Só guardei as de Literatura (pra comparar no futuro com meus ensaios e críticas, claro!), redações e enfiei os recadinhos na caixa sobre a estante.  Achei uma coisinha que escrevi enquanto esperava a abertura dos portões pro segundo dia da segunda fase da Fuvest:</p>
<p><strong>
<p>Diversos tamanhos e formas de gentes<br />
Assentadas em cimento quente<br />
Esperando a prova começar</p>
<p>Mamães munidas de suas Pliage<br />
A prole, de apostilas sei-lá-do-quê<br />
E insetos, sem ninguém perceber, a copular</p>
<p></strong></p>
<p>Tosquinho, eu sei. Agora vou parar de comer balas de goma em formato de ursinho antes que ganhe 20 quilos, ouvir músicas antigas da Britney Spears e fazer as unhas.<strong> Amanhã ou depois tem novidade</strong> (depende do meu humor e do meu tempo). Beijos.</p>
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		<title>Aufklärung</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 18:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Eu]]></category>
		<category><![CDATA[resoluções]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava absurdamente quente. Havia muito o que fazer pra preparar o brunch no dia seguinte. De repente, fogos de artifício estouram à minha vista, da janela da cozinha. Olho o relógio: é passada a meia-noite. Mais uma volta ao redor do Sol.
Sei que ao menos uma das minhas resoluções para o ano passado foi cumprida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava absurdamente quente. Havia muito o que fazer pra preparar o <em>brunch</em> no dia seguinte. De repente, fogos de artifício estouram à minha vista, da janela da cozinha. Olho o relógio: é passada a meia-noite. Mais uma volta ao redor do Sol.</p>
<p>Sei que ao menos uma das minhas <a href="http://carolinapeters.com/bienvenue/">resoluções</a> para o ano passado foi cumprida. Ganhei o que mais queria de presente de mim mesma.</p>
<p>Itajaí está quente tal um inferno dantesco, &#8220;Maria vai com as outras&#8221; toca repetidamente em minha cabeça, carnaval está aí, logo 2010 começa de verdade.</p>
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