15 de junho de 2010
Brasil, o país do depois-do-carnaval. O país do entre-copas…
Hoje carros andavam mais lépidos, a educação mais curta, o proletariado mais nervoso nos pontos de ônibus…
Um verde-amarelismo detestável por toda a parte.
Cacofonia, cólica, café… Não, não tem café!
E a certeza de que não foi isso que Carlos quis dizer com gauche.
Pessoas vão se conhecer hoje, em um aeroporto qualquer do Brasil, fazendo voos promocionais.
Talvez caiam.
Talvez se amem.
Talvez odeiem quando estranhos puxam conversas aleatórias.
Notei só na volta pra casa: Suéter azul e mochila vermelha
- Meu id não brinca em serviço.
Tags: copa, Eu, opiniões sobre..., poemas
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31 de maio de 2010
Ah, se mamãe sabe
Do Movimento Estudantil
Ah, se ela me visse
Ao entornar mais um barril!
Ah, se ela soubesse
Quando eu assalto a geladeira
Ah, fosse verdade
Eu escrever que nem Bandeira.
São Paulo, chegando em casa na manhã de 28 de maio de 2010.
Tags: cotidiano, Eu, poemas, USP
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24 de abril de 2010
Às vezes me pego pensando nisso, se existe limite entre realidade e ficção… O quanto o mundo convencional é esquizofrênico – ou o quão alucinados somos em nossa pretensão de sermos “normais”…
Pois que desde que escrevi aquele tal conto do ateu (o qual estou em débito, comigo mesma também, de terminar) não há um voo que faça que não passe por uma zona de instabilidade.
Engraçado, entretanto, que minha alma ainda pertença – ao menos em tese, ao menos se existe – a mim. Já vi crentes se debulharem em orar, graduados em Física caindo de medo da Gravidade. Vi senhores de idade soarem pelas têmporas. Vi suicidas em potencial esquecerem completamente a compostura. E eu lá, com meu suquinho de laranja… Ainda bem que tudo tem limite.
Tenho mais muitas anedotas do gênero, como a vez em que encontrei Isabela na rua. Mas vocês ainda nem sabem quem é ela… fica pruma próxima.
Tags: ateísmo, avião, Eu, literatura
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15 de abril de 2010
Ainda não sei muito de Bukowski – sei que gosto. Duns tempos pra cá, comecei algumas conversas usando como exemplo o texto inicial de Crônica de um Amor Louco, mas essas não foram pra frente porque meus amigos nunca tinham lido o conto. Contar a historinha é coisa complicada – além do que, sou particularmente péssima nisso! A alternativa mais prática que adquirir o livro era ler na internet.
Acontece que nem todo mundo tem prática/saco de ler em inglês (nem acho mesmo que precise ter) e a língua das traduções que encontrei de “The Most Beautiful Woman in Town” não pode ser considerada português. Não tava fazendo muita coisa mesmo, então taí meu favor prestado a quem quer que interesse.
É a primeira tradução que faço na vida, não esperem muita coisa. Tentei ao máximo me controlar pra não sair mudando tudo que é vírgula e anáfora e… Foi bastante complicado! Espero não ter cometido nenhum erro gravíssimo. Já aviso que fiz com sono e revisei nas coxas (“que horror!” como diz meu professor de Estudos Literários). Leiam, leiam, leiam! Aí mais pra frente a gente conversa a respeito, certo?
Pouca coisa foi mudada, basicamente a parte da “orelha-de-elefante” ficou mais clara, o Buk agradeceu um comentário da Cass como macho (tinha transcrito “obrigadA”), erros de digitação foram corrigidos e os verbos foram pro tempo certo. Desculpa qualquer coisa, Carol.
Tags: beleza, Bukowski, Contos, tradução
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27 de março de 2010
Semana Santa começa em polvorosa na província de São Paulo. Quem tinha esquecido da menina defenestrada há dois anos, foi bombardeado com comentários dos mais indignados a respeito e o BBB alternativo que o julgamento do caso suscitou, acreditava piamente que com a condenaçao do casal esse circo se encerraria… É, coitados de nós. Mais uns meses de cobertura sensacionajornalística séria, por conta do infeliz do juiz que quis aparecer e decretou uma pena maior que o previsto por lei. Aí teremos alguns anos de descanso até que eles sejam liberados por bom comportamento, causando novamente revolta e comoção nacional… Os dois vão receber ameaças de morte e caberá ao Estado fornecer segurança – o que incitará mais indignação por parte dos “cidadões (sic) de bem”: Ora, vê se pode o Estado ser CONSTITUCIONAL quando a ilegalidade tem apoio da opinião pública? Dia desses eu divago mais a respeito. Vai dizer que vocês ainda não tinham pensado nos Jatobá-Nardoni estirados lado-a-lado na sarjeta da Zona Norte, ela com um tiro no meio da testa, ele com um no peito… Minha imaginação me surpreende!
Mas dessa condenação todo mundo já sabia! Julgamento verdadeiramente justo e praticamente novidade nessas terras tupiniquins aconteceu no fórum da Barra Funda, como o Eduardo Castro narrou no Twitter.
Falando em Twitter, é pra lá que você tem que correr se quiser saber alguma coisa verídica – e a história completa! – da greve de professores do ensino público aqui no estado de São Paulo. Logo faço um post mais completo, só sobre o assunto. Só digo que, se fosse responsável pela campanha presidencial do Sr. Burns Serra, usaria um slogan como: Dizem que a pós-modernidade trouxe o fim das “Grandes Narrativas”… No governo de SP, Serra promoveu sua restauração! (ou qualquer coisa do gênero, já que é o maior crédito de sua gestão). Sei que a manifestação de ontem deu o que falar, principalmente no sentido de exaltar a imeeeensa capacidade de diálogo de nosso exímio governador (NOT!) e da notícia recebida hoje da existência de uma polícia secreta e barbada em SP!!
“Tempos sombrios estão por vir, Harry Potter”. Em terra de alienado, quem não assiste BBB bem lê Veja pelo visto não é por*a nenhuma. Parafraseando meu tio Agostinho: Mas isso não quer dizer…!
Fique ligado para futuros informes. Carol.
Tags: cotidiano, greve, justiça, opiniões sobre..., São Paulo, sociedade, wtf?
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