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Borboletas

por Carol

Na, na, hmm… Ela passou os dedos delicadamente sobre as caixinhas azuis alinhadas na prateleira do supermercado; farfalle!

Afastou as caixas da frente e pegou uma que estava lá no meio. Imaginou: água fervente, macarrão fumegante, molho branco com um toque de noz moscada…

Antecipou a massa quente que desceria por seu esôfago… “borboletas” em seu estômago.

“Ops, perdão!” disse o homem ao seu lado quando suas mãos esbarraram acidentalmente (ato falho dela?), tateando pelo produto.

Nada… ‘magina! Qualquer coisa era perdoada pela mera presença de todo o quase-dous-metros de músculos e olhos intensamente verdes di vizinho.

Foram para a fila do caixa, ele deixou que ela passasse à frente – cavalheiro! – e depois andaram até em casa; caminho de alguns quarteirões; conversando amenidades.

Um carro parou à porta dele, mal chegaram. Mulher de sorte a loira ao volante; namorada.

Despediram-se, passou pelo portão do prédio, permaneceu um instante inerte dentro do elevador, recobrou o ânimo, apertou o “5”.

Foi recebida por seu próprio gato de olhos incrivelmente verdes, embora Miguel, infelizmente, não passasse dos 20 cm.

Guardou as compras, ligou a TV no jornal e foi pra cozinha tratar de encher novamente seu estômagos de borboletas. Dessa vez, preferiu as não-figurativas.

Mal pelo texto tosquinho, escrevi sexta-feira na aula de português.

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Um comentário para “Borboletas”

  1. Marquinho disse:

    Gato de olhos verdes de 20 cm rsrsrsr muito legal!!!
    o pior é que dá vontade de ler um monte desses contos seus.

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