Na, na, hmm… Ela passou os dedos delicadamente sobre as caixinhas azuis alinhadas na prateleira do supermercado; farfalle!
Afastou as caixas da frente e pegou uma que estava lá no meio. Imaginou: água fervente, macarrão fumegante, molho branco com um toque de noz moscada…
Antecipou a massa quente que desceria por seu esôfago… “borboletas” em seu estômago.
“Ops, perdão!” disse o homem ao seu lado quando suas mãos esbarraram acidentalmente (ato falho dela?), tateando pelo produto.
Nada… ‘magina! Qualquer coisa era perdoada pela mera presença de todo o quase-dous-metros de músculos e olhos intensamente verdes di vizinho.
Foram para a fila do caixa, ele deixou que ela passasse à frente – cavalheiro! – e depois andaram até em casa; caminho de alguns quarteirões; conversando amenidades.
Um carro parou à porta dele, mal chegaram. Mulher de sorte a loira ao volante; namorada.
Despediram-se, passou pelo portão do prédio, permaneceu um instante inerte dentro do elevador, recobrou o ânimo, apertou o “5”.
Foi recebida por seu próprio gato de olhos incrivelmente verdes, embora Miguel, infelizmente, não passasse dos 20 cm.
Guardou as compras, ligou a TV no jornal e foi pra cozinha tratar de encher novamente seu estômagos de borboletas. Dessa vez, preferiu as não-figurativas.
Mal pelo texto tosquinho, escrevi sexta-feira na aula de português.


Gato de olhos verdes de 20 cm rsrsrsr muito legal!!!
o pior é que dá vontade de ler um monte desses contos seus.