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Aufklärung

04 de fevereiro de 2010

Estava absurdamente quente. Havia muito o que fazer pra preparar o brunch no dia seguinte. De repente, fogos de artifício estouram à minha vista, da janela da cozinha. Olho o relógio: é passada a meia-noite. Mais uma volta ao redor do Sol.

Sei que ao menos uma das minhas resoluções para o ano passado foi cumprida. Ganhei o que mais queria de presente de mim mesma.

Itajaí está quente tal um inferno dantesco, “Maria vai com as outras” toca repetidamente em minha cabeça, carnaval está aí, logo 2010 começa de verdade.


Wish-List

01 de fevereiro de 2010

Garrafa térmica pra café, daquelas bonitinhas, pequenininhas e prateadinhas; Modos de Homens e Modas de Mulheres, do Gilberto Freyre; Chapeuzinho Amarelo, do Chico Buarque de Hollanda (sim, é um livro infantil. Sim, eu tenho um, mas está em estado deplorável, preciso de um novo); Where the Wild Things Are (outro infantil, adoro livros infantis!); meu ingresso n’A Universidade de São Paulo, por favor.


SC #4

31 de janeiro de 2010

Visão do dia: A serra parcialmente encoberta pela neblina, na BR101, sentido Navegantes-Itajaí. Percebo que a temporada prolongada em Sampa me deixa bucólica demais. Não que isso seja inaceitável ou coisa assim.

Amanhã sai o resultado da UnB. Cross your fingers!


Poema Progressivo

29 de janeiro de 2010

Peça um favor
Que me leve a eternidade

Mas – OH! – não espere
Não espere, de verdade
Qu’é melhor surpresa
A uma casualidade.

(O poema acima foi meio escrito em novembro de 2009 e meio em janeiro de 2010. Alterna redondilhas menores a maiores, mas isso não foi exatamente proposital. Foi feita uma terceira estrofe, com oito versos, que não ficou tão boa e por isso foi excluída do texto final.)


SC #3

28 de janeiro de 2010

Fato (in)digno de nota: Existe uma única livraria decente em Itajaí que é, na realidade, um sebo. Fato digno: É um local que vale a pena ser visitado, onde entre os clássicos é possível encontrar a obra de autores locais (não digo que sejam bons, pelo menos os que li, ao meu gosto, mas vá lá) e poetas em trabalho.

Passei essa tarde, no imenso esforço que fiz para levantar do sofá onde repousava minhas pernas inchadas, na busca de um bom presente para minha mãe. Entrei na Casa Aberta (o nome da tal livraria alternativa) e apesar de não encontrar exatamente o que tinha em mente, fiz uma compra tão boa quanto. A vendedora que me atendeu era um amor e sabia perfeitamente bem o que estava fazendo lá (oh, como eu tenho raiva de livreiros que só conhecem a seção de auto-ajuda!). Conheci um poeta, que me ajudou na busca pelo presente. Infelizmente não perguntei seu nome ou uma forma de conhecer seu trabalho. Ou quem sabe até melhor assim, mas minhas notas sobre poesia ficam pra outro dia e estado de espírito.

Copyright © 2009 por Carolina Peters
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